E AQUI FICAM NOSSAS PALAVRAS LAVADAS, PARA QUE SE SEQUEM DE NOSSOS SENTIMENTOS.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Você realmente já amou uma mulher?

Tenho o hábito, se não mania, de ao ouvir uma música pela primeira vez atentar à letra e depois conciliá-la com a melodia. Hoje trago a meus escolhidos leitores a tradução de uma música que muito admiro. O ideal seria postá-la em inglês, mas como sei que muitos, assim como eu, têm preguiça de ficar traduzindo, vamos evitar a fadiga.


Esta música chama-se Have you ever really loved a woman?, é interpretada por Bryan Adams e sua composição é desconhecida, segundo minhas fontes. Depois de lerem a letra, eu preciso falar mais nada.





Você realmente já amou uma mulher?


Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho
E dar-lhe asas quando ela quiser voar
Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher

Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela, realmente, é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém
Para dizer-lhe que vai durar para sempre

Então diga-me: você realmente já amou uma mulher?

Para realmente amar uma mulher
Deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saboreá-la
Até que você possa senti-la em seu sangue
E quando você puder ver
Seus filhos que ainda não nasceram
Dentro dos olhos dela
Você saberá que realmente ama uma mulher

Você precisa dar-lhe um pouco de confiança
Segurá-la bem apertado
Um pouco de ternura, precisa tratá-la bem
Ela estará perto de você, cuidando bem de você
Você realmente precisa amar uma mulher

Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher

Então diga-me: você realmente já amou uma mulher?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

As pessoas não mudam.


Pensar é estar doente dos olhos, disse o poeta. Tente, então, sentir o que acontece dentro de você. E, quando sentir suas inquietações, buscará o conhecimento para se distrair.


Como entender essas contradições? Não tem como. Entender é limitado demais. Quanto mais você se esforçar para compreender algo, mais sentir-se-á inútil diante do vazio de sua ignorância.


Eu gostaria de saber muito, errar menos e talvez até prever alguns acontecimentos de maneira lógica. No entanto, sobrevivo num ciclo de eventos que se repetem em narrativas semelhantes e de personagens diversos.


As pessoas não mudam, e acreditar no contrário é ilusão. Você pode até se convencer de que aquela pessoa possa ter mudado, mas, numa hora e outra, essa mesma pessoa agirá como outrora. As pessoas não mudam mesmo. Insistir na mudança é em vão.


Vivo um futuro do pretérito de aspirações. Queria confiar nas pessoas certas. Queria ser fiel aos meus sentimentos e contentar-me com o que sei e o que posso saber. Poderia até acreditar mais nas pessoas e no que o mundo me apresenta. Talvez eu mudaria.. e seria mais feliz?

sábado, 29 de março de 2008

Rasgue as minhas cartas e,
Não me procure mais
Assim será melhor meu bem

O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me

Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz

Rasgue as minhas cartas e
Não me procure mais
Assim vai ser melhor meu bem

O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver.. devolva-me!










" Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei... "

sábado, 22 de março de 2008

"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim. Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento fui insubstituível. E que este momento será inesquecível. Quero sempre poder ter um sorriso estampado em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre. E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão. Que o amor existe. Que vale a pena se doar às amizades, que a vida é bela sim, que sempre dei o melhor de mim, e que valeu a pena”.
(Mario Quintana)

sexta-feira, 21 de março de 2008




Talvez em uma manhã dessas:

Eu acorde me sentindo eu mesma. Talvez eu acorde com vontade de mudar de nome, de cara e de mundo. Talvez eu compre uma passagem só de ida para qualquer lugar do mundo.

Talvez eu acorde com vontade de dizer para todo mundo, o que nunca disse antes. E acredite, de uma vez por todas, que os maus elementos andam a solto.

Talvez eu saiba o que quero da minha vida. Talvez eu acorde decidida a correr atrás dos meus sonhos e não apenas sonhá-los em vão.

Em uma manhã dessas, quem sabe.
Talvez a escuridão da noite passada não seja mais temida por mim e minha vontade de viver seja eterna e não apenas momentânea.
Talvez eu aceite a vida como ela é. Aceite os problemas como são. E não questione mais suas naturezas.

Talvez, em uma manhã dessas, eu seja parte presença, parte solidão. Talvez eu seja a parte que me falta para ser completa. Talvez eu não seja parte alguma.

Talvez eu entenda, ainda que tarde, a diferença entre ser e estar. Talvez eu aceite meus medos, lute contra os meus afagos e esqueça o passado.

Talvez sim, talvez não.
Em uma manhã dessas, talvez eu descubra o significado da palavra talvez e saiba trocá-la por “certamente” em todas as vezes que o destino me questionar.

Em uma manhã dessas, ou à noite quem sabe. Eu consiga digerir os erros alheios, as crenças e os trejeitos.

Talvez eu mude de casa, de pai, de roupa.
Talvez eu esqueça seu nome, seu endereço e telefone.

Talvez eu cresça, apareça, corte o cabelo.

Talvez em uma manhã dessas, eu decida ser amiga, amante, vendedora.
Eu mudo de profissão, me disfarço e me acho.

Talvez um dia eu decida pra quem vou torcer: pro acaso ou pro “achismo”.

domingo, 2 de março de 2008

Ps. ..


Sometimes there's only one thing left to say.
(...)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

De por que eu sou uma carambola - Parte II

Pois é, sou a carambola incompreendida.

Contei-lhes, outrora, que a melhor forma de ter minha hora de estrela é ser admirada um passo de cada vez. Acontece que afoitos não seguiram meus conselhos e agora não entendem meu silêncio.
Você não pode simplesmente pegar uma carambola, cortar suas pontas extremas e as arestas das futuras estrelas. O produto será mais uma polpa de liqüidificador. Por isso, eu avisei desde o começo, senão aviso agora: pense bem no que você quer e depois tente degustar essa fruta. Não é todo dia que uma carambola pode brilhar.


Permita-se!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Rir é Sexy



Por: /fegava
"Sexy não é o decote mais ousado, mas sim as costas lisas que aparecem quase que sem querer.
Tu não te tornas sexy, não se faz sexy.
Não incorporas personagens na intenção de ser sexy. Não se compra certificados ou posturas sexy em lojas.
Sexy apesar do radical, nem sempre está relacionado ao sexo.
Atitudes politicamente corretas são sexy. Vulgaridade não. Cueca branca sim.
A camisola de algodão pode ser mais sexy do que a cinta liga. O cheiro da loção pós-barba, de roupa seca no sol e sabonete jonhson´s são mais sexy que músculos.
Apesar de a tua avó discordar, pêlos no peito não são sexy. Logo, Tony Ramos também não.
Timidez pode ser sexy. “Bom dia”, “Com licença”, boa educação é sexy.
Bom humor é tão sexy quanto champagne. No entanto que sejam usados em horas certas e com moderação. Ninguém quer sair para jantar com um show humorístico, menos ainda com um membro do AA.
E não, tu não precisas estar acompanhado para isso. E por mais que possa parecer contrária a colocação anterior, devo revelar que as suas mãos dadas com as de outra pessoa pode te deixar mais sexy para tantas outras pessoas.
Porque o ser humano é assim mesmo, acha sexy o que não tem, o que não é palpável.
Um cara fazendo compras no supermercado, analisando valor calórico das coisas e levando um bom vinho em seu carrinho pode ser sexy. Esse mesmo homem fica ainda mais sexy quando tenta em vão ajeitar o cabelo da filha na porta da escola. E ele nem precisará ter todos os dentes pra isso.
Porque as mulheres são assim, encantam-se com homens que tratam bem os animais, as crianças e não jogam lixo no chão. Não tente entender, apenas faça.
Particularmente, sexy são as atitudes que não têm a intenção de serem sexy.
Não são as caras e bocas forçadas que se vêem em fotos.
Não são rendas e transparências. Nem a morena mais que a loira.
Sexy é algo intrínseco. Que geralmente encontra-se em entrelinhas.
Claro, pode ser também Angelina Jolie e Justin Timberlake.
Mas são também olhares, gestos simples e posturas diante da vida.
Sendo assim, desista de forçar a barra.
Desencana do batom vermelho que não te cai bem.
Ao menos que trabalhes no circo ou estejas tentando conquistar o Bozo.
Todas aquelas fantasias que fazem da tua gaveta uma espécie de Guia de Profissões, tu podes até guardar para o próximo Hallowen.
Eu sei que sonhas com as tuas havaianas encardidas todas as noites que optas pelo salto fino a fim de ficar mais sexy.
Se tu soubesses como esses malditos sapatos tornam-se verdadeiras armas contra ti lá pelas 3 horas da manhã, quando já estás andando feito maratonista em final de prova. Segurando nas paredes, arrastando os dois pés com a cara sofrida, forjando um sorriso para o gatinho e dizendo: Que nada, bobo! Tô ótima, agüento até o sol raiar! Uhul!
Não, não! Isso não é sexy. Não mesmo.
Então preste atenção e veja bem como é simples...Quantas vezes ele já não mencionou que ficas linda dormindo com a cara enterrada no travesseiro? Ou que aquele vestidindo surrado e manchado de Q-boa que tu fazes a faxina nos sábados é a roupa que deixa mais atraente?
E tu aí, já não ouvisses diversas vezes ela cochichar com as amigas ao telefone, enquanto tu lias o jornal, que te acha uma graça de óculos?Ou então nunca percebeu a cara de boba que ela fica toda vez que lambes o pote do danoninho?
Então repito: Desista de forçar a barra.
A naturalidade sai mais barata e te faz somar pontos.
Não cansa e não traz nenhum tipo de frustração.
A incessante busca termina aqui, quando descobres que o mais sexy de todos és tu sendo tu mesmo.
Quando optas por usar nenhum outro artifício que não seja a tua personalidade."

domingo, 23 de dezembro de 2007

De por que eu sou uma carambola.

Personificação. Normal.
Quem nunca se comparou a um animal, a uma fruta ou a uma cor? Aqueles que tiveram ou já responderam aos cobiçados e curiosos cadernos de perguntas do ginásio sabem do que eu estou falando.
Pois bem, falarei de mim como uma fruta. E não espere algo do tipo "sou um moranguinho", "sou uma uvinha", e pior, "sou uma maçãzinha". Jesus amado!

Falarei de mim como uma carambola. É, uma carambola.

Carambola é uma fruta que sempre me intrigou. Tanto pela sua forma estranha, sua cor de nada e também gosto de nada adoçado com nada. No entanto, quando você fatia uma carambola em cortes transversais, deparar-se-á com uma constelação comestível.
E por que eu sou uma carambola? Bom, não é mais preciso explicar. Você pode olhar para mim e não esperar muita coisa, mas, ao esmiuçar-me, verá que em cada coisa que eu faço, sou uma estrela. Tenho a hora da minha estrela. Valeu, Clarice!
[CONTINUA]

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007


Peça para o mundo parar! Mas nao desça ainda. É tempo de reflexão e as coisas podem mudar! Lembre tudo que passou e contente-se pois o melhor ainda está por vir!
Lamente apenas os minutos em que não quis sorrir e acalme-se para um recomeço..

Boas Festas e um Ano novo repleto de Luz!

sábado, 1 de dezembro de 2007




Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão, crimes sem castigo, aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão, crimes sem castigo, aperto de mãos,
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação

Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-laAté mais...(até mais)

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.




Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei,
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada

Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,

É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,

Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz,
E ser feliz.

sábado, 17 de novembro de 2007

O guardião do castelo


Certo dia, num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:


- Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeita-lo e disse apenas:


- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena : o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT ... destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:


- Você será o novo Guardião do Castelo.

Moral da História
Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema.

Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida. Existe um provérbio que diz: "Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora, para então, beber o vinho."

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração.
O passado serve como lição, como experiência, como referência. Serve para ser relembrado e não revivido. Use experiências do passado no presente, para construir o seu futuro.


***


Primeira carta a quem de direito


E, sabendo de tudo isso, ainda sei que a beleza élfica descansou em paz para sempre. As esmeraldas sem valor foram moídas em farelos de poeira impiedosa. Não quero que a cicatriz no dia-a-dia faça eu lembrar o andarilho sem escrúpulos que me apunhalou pelas costas.


Nunca mais. Apagarei tuas estrelas para acender as minhas. Nunca mais serás lembrado. Nunca mais merecerás meu pranto traído. Nunca mais sentirás orgulho de eu amar-te. Não te amo mais. Nunca mais.


Nunca mais abalarás os sentimentos que sempre relutaram vida dentro de mim. Tu fostes um indigno vil que deixei entrar em minha vida. Foste meu suicidío, mas sobrevivi. Esquecer-te-ei até o fim dos meus dias. Tu não mereces minha compaixão. Serás execrado dos meus pensamentos solitários e nem mais habitarás minhas lembranças tristes e frustradas.


No entanto, a flor que agora nasce não é de ódio, de rancor ou de ressentimento. A pedra que jogaste na minha semente virou pó com minha força de sentir o que preciso para sonhar.


Apagarei meu passado para viver o futuro. E o futuro está em outra constelação. (...)

domingo, 21 de outubro de 2007

Eram apenas 6 horas da manhã de sexta. Arregalou os olhos e em um surto de medo quiz se certificar de que ele ainda estava ali.
Alívio. Estava ao lado da mesma maneira como antes de fechar os olhos, e adormecer.
Era medo de perder, de trocar, de não satisfazer.
O relógio tocou interrompendo a cena. Ela o observava dormindo angelical.
Fingiu estar num sonho profundo quando ele se deu conta de que horas eram. Afinal, orgulhosa que só, não demonstraria que estava ali, com olhares famintos de amor.
Ele levanta, calça havaiana branca, abre a janela.
Dá-lhe um beijo na testa, passa os dedos entre os fios longos do cabelo preto.
Bom dia! Já esta na hora, tenho viagens a fazer. Preciso ir.
Ainda na cama ela faz cara de quem quer que o mundo desligue. Levanta, calça havaiana lilás, abraça-o forte e diz:
Boa Sorte, volte logo.

Ele não voltou. Azar, ela também não.
Eram apenas 6 horas da manhã. Acorda, olha para lado.
Esfregam os olhos já molhados de saudade.
Droga!
...
Amanhã é segunda, pequena! Chama a mãe, a tia e a vó.
Põe mais um prato na mesa e faz pudim
Porque eu to voltando!


“A vida é regida por uma série de fatores que não cabem a nós, e são poucas as escolhas que podemos fazer.”

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vento, ventaniaaa..


Enquanto a chuva não passar, as roupas ficarão no balaio. Vou pegar meu guarda-chuva.

sábado, 22 de setembro de 2007

O teatro mágico de cada dia

Quem é adepto da boa música e que ainda não conhece O Teatro Mágico não sabe o que está perdendo. Tive a oportunidade de assistir ao show de Fernando Anitelli e sua trupe na minha cidade, e foi maravilhoso. Eu não conhecia uma música, mas algumas horas de show foram suficientes para me apaixonar por tudo: a melodia, as letras, como eles brincam com as letras, a interpretação, o circo, o teatro, a poesia, as acrobacias, as palhaçadas, tudo e tudo. Está mais do que indicado.




Ana e o Mar - Fernando Anitelli

Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar
Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol
Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar
Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar

sábado, 8 de setembro de 2007

Shoah – Império da Insanidade


O que dizer da criança quieta, de expressão tímida, e que quando jovem despertou vocação ao celibato? Nada, indiferente. Só que a indiferença fez toda a diferença, em meados do século XX, no contexto da Segunda Guerra Mundial.

A criança constituiu-se homem, de influência política, chanceler, contracenando num Império, o terceiro, que cultivava características extremamente peculiares. Sua mente rodopiava em idéias, calculismo, burocracia e fanatismo. O clima de tensão no Reich alimentava sua paranóia e a vaidade de sua raça: a ariana, pura e superior.

Enfim, o cargo de chefe de Estado foi-lhe concedido com a morte de Hidenburg, até então presidente do Império. Foi seu momento de maior euforia. Um império que seria só seu, perfeito, sublime. Mas, para isso, continuou o que Hidenburg planejava só que mais rápido, em pouco tempo. Era preciso eliminar as Mazelas da sociedade, todos os Problemas que assolavam o andamento do Império e que inibiam a potência do mesmo: judeus, negros, meio judeus, ciganos, essas culturas inferiores.

Primeiro passo, do boicote econômico à represália cultural. As lojas judias eram pichadas com a estrela-de-davi junto com a palavra Jude. Os judeus não podiam mais prestar serviços públicos, autônomos ou exercer profissões. Não podiam praticar esportes e fazer cultos. Sinagogas foram destruídas, e a literatura queimada. Não serviam para nada em todos os aspectos, como uma pedra no sapato da nação.

Segundo passo, fechamento do círculo: o prenúncio da catástrofe. Se essas pessoas são inúteis, o que fazer com elas? Uma rede de cadeias especiais estava formando-se, e todos esses judeus eram levados até esses locais por meio de ferrovias também especiais. Nessas cadeias, ou melhor, campos de concentração, os judeus trabalhavam até “morrerem” e se não morriam padeciam de doenças, supervisionados por médicos que adoravam fazer experimentos, ainda mais com cobaias vivas e humanas. Ao mesmo tempo, o Imperador autorizava a prática de eutanásia em deficientes físicos, doentes e mesmo crianças.

Terceiro passo, o extermínio como Solução Final. As cadeias estavam ficando saturadas, então, inicialmente, os prisioneiros ficaram à mercê de uma seleção natural, os que resistissem à morte seriam tratados como tal. Com isso, em 1942, surgiu, definitivamente, o termo Endlösung, de Reinhard Heydrich, que banhou cerca de 11 milhões de judeus com monóxido de carbono e Cyclon B, principalmente na cadeia especial de Aushiwitz-Birkenau. Como os corpos iam acumulando-se numerosamente, foram criados crematórios de intenso funcionamento, entregando os corpos dos judeus às chamas do mesmo jeito que vieram ao mundo: nus e sem os dentes de ouro.

E a Solução Final estendeu-se por todo o Império ariano até começar a ser exposta pela mídia internacional. O castelo de areia daquela criança tímida foi perdendo-se grão a grão. Ministros, conselheiros, médicos, militares e assistentes de seu Império foram julgados e condenados. Em fevereiro de 2000, Johannes Rau, presidente alemão na época, declarou:

“Peço perdão pelo que os alemães fizeram, por minha geração, pela dos meus filhos e a dos filhos dos meus filhos, que eu gostaria de ver no futuro mantendo boas relações com os filhos de Israel.”


Adolf Hitler suicidou sem pedir perdão.

sábado, 18 de agosto de 2007



Eu te odeio.
Eu ainda te odiar significa que nem por um dia eu deixei de pensar. Que o mais intenso dos meus sentimentos foi voltado a isso.
Eu te odiei do momento em que sumistes daqui, até a hora em que voltasses a me procurar.
E eu te odiei por me fazer sentir tanta a tua ausência.
Eu odeio o modo irritante de como tiras o meu sono. O modo como me traz instabilidade em dias de calmaria.
E eu odeio te perdoar. Odiei não conseguir rasgar tuas fotos, apagar os teus recados e me desfazer dos teus presentes.
Odeio ainda sentir o gosto amargo do teu descaso. Lembrar-me de você em toda lua cheia.
Odiei ainda mais precisar encarar a vida sem ti, dar passos cegos e até procurar outros caras.
Odeio ficar comparando pessoas a você e saber mesmo assim que ninguém fará comigo o que tu ainda fazes.
Odeio ver o relógio parado no tempo em que você se foi. Ter provas reais de que o destino vive a brincar conosco. Ainda te odeio tanto.
Eu odeio confundir o teu andar pelas ruas, buscar olhares perdidos e nao ouvir o teu pulsar.
Odeio a nossa musica no radio e lembrar-te a cada 26 dias.
E te odeio porque sei que não percebes que te odiar é o mais visível traço de que ainda te tenho em mim. De forma íntima e inabalável.
Eu te odeio por nunca ter conseguido afogar-te nas minhas memórias feitas minuciosamente pelos teus toques e trejeitos.
Odeio o fato de só tu não entenderes.
Odeio te conhecer tão bem e saber que pra ti as coisas não são assim.
Eu te odeio, por levar um segundo para entrar e uma eternidade para sair da minha vida.
Eu odeio que seja você o dono da aquarela. O jeito que me envolves.
Eu odeio te ver como solução.
Odeio o atraso que me causas e a rapidez com que me esqueces.
Eu odeio ter tanta certeza de que ainda te amo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Cartinhas


Revirando recortes e adesivos velhos dentro de minhas caixas de recordações, reencontrei uma cartinha que recebi quando estava na 3ª série do primário. É impressionante como o vulgo Amor torna-se algo curioso e, ao mesmo tempo, inocente aos olhos de uma criança.

Voltando a minha cartinha, lembro-me de que dentro do seu envelope veio uma lapiseira, um papel com alguns dizeres sobre fatos da época (essa crônica não achei, uma pena) e um marca-páginas com uma mensagem. No final do texto, vem escrito meu nome e do garotinho da 4ª série que escreveu para mim. Como foi bom ser criança!

"Se algum dia ficar curiosa pra conhecer alguém, não espere que o destino o traga para perto de você, vá ao encontro desse alguém e lhe diga: eu fiz o destino trazer você a mim."

Obrigada pela cartinha, Gutierre. :)