E AQUI FICAM NOSSAS PALAVRAS LAVADAS, PARA QUE SE SEQUEM DE NOSSOS SENTIMENTOS.

sábado, 1 de dezembro de 2007




Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão, crimes sem castigo, aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão, crimes sem castigo, aperto de mãos,
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação

Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-laAté mais...(até mais)

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.




Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei,
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada

Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,

É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,

Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz,
E ser feliz.

sábado, 17 de novembro de 2007

O guardião do castelo


Certo dia, num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:


- Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeita-lo e disse apenas:


- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena : o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT ... destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:


- Você será o novo Guardião do Castelo.

Moral da História
Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema.

Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida. Existe um provérbio que diz: "Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora, para então, beber o vinho."

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração.
O passado serve como lição, como experiência, como referência. Serve para ser relembrado e não revivido. Use experiências do passado no presente, para construir o seu futuro.


***


Primeira carta a quem de direito


E, sabendo de tudo isso, ainda sei que a beleza élfica descansou em paz para sempre. As esmeraldas sem valor foram moídas em farelos de poeira impiedosa. Não quero que a cicatriz no dia-a-dia faça eu lembrar o andarilho sem escrúpulos que me apunhalou pelas costas.


Nunca mais. Apagarei tuas estrelas para acender as minhas. Nunca mais serás lembrado. Nunca mais merecerás meu pranto traído. Nunca mais sentirás orgulho de eu amar-te. Não te amo mais. Nunca mais.


Nunca mais abalarás os sentimentos que sempre relutaram vida dentro de mim. Tu fostes um indigno vil que deixei entrar em minha vida. Foste meu suicidío, mas sobrevivi. Esquecer-te-ei até o fim dos meus dias. Tu não mereces minha compaixão. Serás execrado dos meus pensamentos solitários e nem mais habitarás minhas lembranças tristes e frustradas.


No entanto, a flor que agora nasce não é de ódio, de rancor ou de ressentimento. A pedra que jogaste na minha semente virou pó com minha força de sentir o que preciso para sonhar.


Apagarei meu passado para viver o futuro. E o futuro está em outra constelação. (...)

domingo, 21 de outubro de 2007

Eram apenas 6 horas da manhã de sexta. Arregalou os olhos e em um surto de medo quiz se certificar de que ele ainda estava ali.
Alívio. Estava ao lado da mesma maneira como antes de fechar os olhos, e adormecer.
Era medo de perder, de trocar, de não satisfazer.
O relógio tocou interrompendo a cena. Ela o observava dormindo angelical.
Fingiu estar num sonho profundo quando ele se deu conta de que horas eram. Afinal, orgulhosa que só, não demonstraria que estava ali, com olhares famintos de amor.
Ele levanta, calça havaiana branca, abre a janela.
Dá-lhe um beijo na testa, passa os dedos entre os fios longos do cabelo preto.
Bom dia! Já esta na hora, tenho viagens a fazer. Preciso ir.
Ainda na cama ela faz cara de quem quer que o mundo desligue. Levanta, calça havaiana lilás, abraça-o forte e diz:
Boa Sorte, volte logo.

Ele não voltou. Azar, ela também não.
Eram apenas 6 horas da manhã. Acorda, olha para lado.
Esfregam os olhos já molhados de saudade.
Droga!
...
Amanhã é segunda, pequena! Chama a mãe, a tia e a vó.
Põe mais um prato na mesa e faz pudim
Porque eu to voltando!


“A vida é regida por uma série de fatores que não cabem a nós, e são poucas as escolhas que podemos fazer.”

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vento, ventaniaaa..


Enquanto a chuva não passar, as roupas ficarão no balaio. Vou pegar meu guarda-chuva.

sábado, 22 de setembro de 2007

O teatro mágico de cada dia

Quem é adepto da boa música e que ainda não conhece O Teatro Mágico não sabe o que está perdendo. Tive a oportunidade de assistir ao show de Fernando Anitelli e sua trupe na minha cidade, e foi maravilhoso. Eu não conhecia uma música, mas algumas horas de show foram suficientes para me apaixonar por tudo: a melodia, as letras, como eles brincam com as letras, a interpretação, o circo, o teatro, a poesia, as acrobacias, as palhaçadas, tudo e tudo. Está mais do que indicado.




Ana e o Mar - Fernando Anitelli

Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar
Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol
Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar
Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar

sábado, 8 de setembro de 2007

Shoah – Império da Insanidade


O que dizer da criança quieta, de expressão tímida, e que quando jovem despertou vocação ao celibato? Nada, indiferente. Só que a indiferença fez toda a diferença, em meados do século XX, no contexto da Segunda Guerra Mundial.

A criança constituiu-se homem, de influência política, chanceler, contracenando num Império, o terceiro, que cultivava características extremamente peculiares. Sua mente rodopiava em idéias, calculismo, burocracia e fanatismo. O clima de tensão no Reich alimentava sua paranóia e a vaidade de sua raça: a ariana, pura e superior.

Enfim, o cargo de chefe de Estado foi-lhe concedido com a morte de Hidenburg, até então presidente do Império. Foi seu momento de maior euforia. Um império que seria só seu, perfeito, sublime. Mas, para isso, continuou o que Hidenburg planejava só que mais rápido, em pouco tempo. Era preciso eliminar as Mazelas da sociedade, todos os Problemas que assolavam o andamento do Império e que inibiam a potência do mesmo: judeus, negros, meio judeus, ciganos, essas culturas inferiores.

Primeiro passo, do boicote econômico à represália cultural. As lojas judias eram pichadas com a estrela-de-davi junto com a palavra Jude. Os judeus não podiam mais prestar serviços públicos, autônomos ou exercer profissões. Não podiam praticar esportes e fazer cultos. Sinagogas foram destruídas, e a literatura queimada. Não serviam para nada em todos os aspectos, como uma pedra no sapato da nação.

Segundo passo, fechamento do círculo: o prenúncio da catástrofe. Se essas pessoas são inúteis, o que fazer com elas? Uma rede de cadeias especiais estava formando-se, e todos esses judeus eram levados até esses locais por meio de ferrovias também especiais. Nessas cadeias, ou melhor, campos de concentração, os judeus trabalhavam até “morrerem” e se não morriam padeciam de doenças, supervisionados por médicos que adoravam fazer experimentos, ainda mais com cobaias vivas e humanas. Ao mesmo tempo, o Imperador autorizava a prática de eutanásia em deficientes físicos, doentes e mesmo crianças.

Terceiro passo, o extermínio como Solução Final. As cadeias estavam ficando saturadas, então, inicialmente, os prisioneiros ficaram à mercê de uma seleção natural, os que resistissem à morte seriam tratados como tal. Com isso, em 1942, surgiu, definitivamente, o termo Endlösung, de Reinhard Heydrich, que banhou cerca de 11 milhões de judeus com monóxido de carbono e Cyclon B, principalmente na cadeia especial de Aushiwitz-Birkenau. Como os corpos iam acumulando-se numerosamente, foram criados crematórios de intenso funcionamento, entregando os corpos dos judeus às chamas do mesmo jeito que vieram ao mundo: nus e sem os dentes de ouro.

E a Solução Final estendeu-se por todo o Império ariano até começar a ser exposta pela mídia internacional. O castelo de areia daquela criança tímida foi perdendo-se grão a grão. Ministros, conselheiros, médicos, militares e assistentes de seu Império foram julgados e condenados. Em fevereiro de 2000, Johannes Rau, presidente alemão na época, declarou:

“Peço perdão pelo que os alemães fizeram, por minha geração, pela dos meus filhos e a dos filhos dos meus filhos, que eu gostaria de ver no futuro mantendo boas relações com os filhos de Israel.”


Adolf Hitler suicidou sem pedir perdão.